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ANGICO-BRANCO de Agromineira, 13/04/2010 As flores do angico-branco (Albizia polycephala) anunciam a chegada do outono, estação marcada por ventos fortes e quedas na temperatura. É nessa estação, que muitas espécies de árvores aproveitam estrategicamente a força dos ventos para dispersarem suas sementes. E outras espécies, como o angico-branco, apresentam-se nessa época no auge de sua floração, para posteriormente liberarem suas sementes.
O angico-branco pertence à família botânica Fabaceae (antiga Leguminoseae), e à subfamília Mimosoideae. Muitas espécies dessa subfamília, que possuem folhas miúdas e frutos alongados do tipo vagem, são chamadas popularmente de angico. Mas apesar da proximidade e das características em comum, são espécies diferentes. Entre elas encontramos: o angico (Anadenanthera colubrina); o angico-vermelho (Anadenanthera macrocarpa); o angico-do-morro (Anadenanthera peregrina), entre outros.
Os angicos-brancos atingem cerca de 12 metros de altura. Suas flores são pequenas e branco-amareladas, se agrupam como “pompons” e ficam localizadas principalmente nas regiões mais periféricas de sua copa, o que facilita a chegada de seus polinizadores – as abelhas. Muitas espécies de abelhas visitam suas flores em busca do néctar. Essas árvores que atraem as abelhas produtoras de mel, através de suas perfumadas flores, são chamadas de melíferas.
Outra interessante característica do angico-branco refere-se ao seu crescimento. É uma espécie que cresce rapidamente e por isso pode ser utilizada em projetos de restauração florestal. Além de ser utilizada no paisagismo, devido suas ramificações bastante harmoniosas, formando belas copas. Muitas são as utilidades dessa espécie, mas para a natureza sua utilidade é ainda maior, ela desempenha um papel fundamental nas florestas, serve de abrigo e refúgio para diversos animais, por isso deve ser preservada. Voltar
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